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Atuário no Brasil: Wenderson Wanzeller e o crédito

Atuário desde 1998: uno risco de crédito, engenharia e pesquisa aplicada.

Apoio institucional

Wanzeller

Empresa portuguesa de base tecnológica com produtos digitais para crédito, automação, formação e plataformas especializadas.

Wenderson Wanzeller, atuário e engenheiro informático, de braços cruzados.
Wenderson Wanzeller, atuário e engenheiro informático, de braços cruzados.

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Narração gerada a partir do texto publicado · 11:56 · MP3

Sou Wenderson Wanzeller, atuário formado em 1998, engenheiro informático e pesquisador na área de sistemas de apoio à decisão de crédito. Meu trabalho começa onde uma venda aparentemente boa pode esconder um prejuízo: na distância entre entregar hoje e receber amanhã. Uno ciência atuarial, experiência bancária e tecnologia para transformar informação em decisões de crédito mais fundamentadas.

Entre minhas maiores contribuições estão o Credit, para o Brasil e Portugal, e o Check NicePayer, cocriado pela Wanzeller com a SIBS em Portugal. São aplicações concretas da minha atuação como atuário e engenheiro: transformar conhecimento sobre risco em sistemas que ajudam empresas a decidir.

Quando digo que sou atuário, muita gente pensa em seguros e aposentadoria. A associação faz sentido, mas a profissão não termina aí. No meu caso, o risco ganhou o rosto das empresas que compram, vendem, precisam de prazo e nem sempre conseguem pagar.

O que faz um atuário?

O atuário usa matemática, estatística e conhecimentos financeiros para avaliar incertezas e suas consequências econômicas. Estuda o que pode acontecer, quanto isso pode custar e quais recursos serão necessários para enfrentar diferentes cenários. Não trabalha com a promessa de adivinhar o futuro, mas com a responsabilidade de preparar decisões para ele.

Seguros e previdência são campos tradicionais, porém essa capacidade também tem aplicação em instituições financeiras, indústria e comércio, como explica o Jornal da USP ao apresentar a profissão. O ponto comum é medir riscos antes que eles apareçam na conta.

Minha trajetória de atuário no Brasil ao trabalho em Portugal

Concluí a formação em Ciências Atuariais em 1998 e a especialização em Análise Econômica pela Universidade Federal de Sergipe em 2001. Entre 1998 e 2008, atuei em crédito, risco e relacionamento empresarial em bancos como HSBC, BBVA, Mercantil do Brasil e BIC Banco. Essa vivência aproximou os modelos da realidade: por trás de cada número havia uma empresa, uma operação e uma consequência.

A computação já fazia parte do meu percurso desde a formação técnica em Processamento de Dados. Depois, concluí o mestrado em Engenharia Informática no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, em 2021, e o mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2026. Não troquei a atuária pela engenharia: passei a usar as duas para resolver o mesmo problema.

A docência também faz parte dessa ligação entre conhecimento e prática. Desde 2022, integro o corpo docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, como assistente convidado, conforme meu perfil oficial na ESTG/IPVC. Ensinar exige explicar o raciocínio, não apenas apresentar uma resposta. É uma disciplina que também levo para o trabalho como atuário: tornar os critérios compreensíveis, questionáveis e úteis para quem decide.

Risco de crédito: a minha área de atuação

Imagine uma distribuidora que recebe um pedido grande, com pagamento em 90 dias. O faturamento anima, mas a mercadoria sai antes de o dinheiro entrar. Se aquele cliente não pagar, quanto a empresa perde? E se várias vendas dependerem de clientes do mesmo setor, afetados pela mesma crise?

É nesse tipo de pergunta que concentro meu trabalho. A análise precisa considerar capacidade de pagamento, histórico, compromissos existentes, garantias e concentração da carteira. Assim, um limite de crédito deixa de ser apenas um número escolhido para fechar a venda e passa a refletir a exposição que a empresa consegue suportar.

Também diferencio informação de decisão. Uma dívida registrada é um sinal; não é uma análise completa. E uma pontuação de risco não transforma incerteza em certeza. Explico essa combinação no artigo sobre os três pilares da análise de crédito para empresas.

Credit e Check NicePayer: minhas contribuições como atuário

A engenharia permite colocar o raciocínio em funcionamento: organizar dados, construir sistemas, registrar critérios e acompanhar resultados. Já a pesquisa me obriga a questionar o método, comparar evidências e reconhecer limites. Um modelo que produz uma resposta rápida não é necessariamente um modelo que produz uma boa resposta.

Credit: da análise à decisão, no Brasil e em Portugal

Com o Credit, software de análise de crédito da NicePayer, levo a experiência atuarial e bancária para a operação das empresas. O sistema reúne dados, documentos, propostas, critérios de aprovação, garantias e histórico de decisões. A contribuição não é apenas automatizar uma conta: é tornar a decisão de crédito fundamentada, rastreável e sujeita a revisão.

Desenvolvo essa abordagem para os mercados brasileiro e português, respeitando as fontes de informação e os processos de cada país. A tecnologia organiza o trabalho; a responsabilidade sobre o risco continua exigindo julgamento.

Check NicePayer: cocriação com a SIBS em Portugal

Na minha dissertação de mestrado em Engenharia Informática, concluída no IPVC em 2021, desenvolvi a NicePayer, uma plataforma de software para registro de devedores com dívidas vencidas. Era uma aplicação concreta da experiência em crédito: transformar um problema de informação em uma ferramenta para apoiar decisões.

Essa base evoluiu para o Check NicePayer, cocriado pela Wanzeller com a SIBS para o mercado português. A solução reúne consulta, registro, comunicação e regularização de dívidas comerciais entre empresas. Para mim, é onde as três frentes se encontram: a atuária ajuda a compreender o risco, a pesquisa estrutura o problema e a engenharia coloca a solução em funcionamento.

Vejo a inteligência artificial como uma aliada para ampliar a capacidade de análise e execução. Porém, automatizar uma decisão exige qualidade dos dados, validação e responsabilidade. É a mesma distinção que faço ao discutir quem mantém o comando quando os agentes de IA executam tarefas.

O que um atuário faz em seguros e previdência?

Em seguros, pense em uma carteira de automóveis. O atuário estima a frequência dos sinistros e o custo das indenizações, considera despesas e outros riscos e contribui para definir o prêmio, ou seja, o preço da proteção. Também calcula provisões para compromissos futuros. Cobrar barato demais pode parecer uma vitória comercial até chegar a hora de pagar as indenizações.

Na previdência, o desafio pode atravessar décadas. O atuário avalia contribuições, benefícios, hipóteses de rentabilidade e longevidade para estudar o equilíbrio do plano. Se as pessoas vivem mais, por exemplo, os pagamentos podem durar mais tempo. A conta precisa incorporar essa possibilidade, em vez de descobrir o problema quando os compromissos já estiverem assumidos.

São exemplos do campo profissional descrito pelo Instituto Brasileiro de Atuária, não uma descrição dos serviços que exerço nessas duas áreas. A minha especialidade está no risco de crédito e na construção de tecnologia para apoiar decisões.

IAP e IBA: por que os institutos importam?

A formação não termina com o diploma. Em Portugal, o Instituto dos Atuários Portugueses (IAP) promove a atualização técnica e o profissionalismo, incluindo ética e normas de conduta. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) incentiva a pesquisa, o aperfeiçoamento da ciência atuarial e a colaboração com os setores que dependem dela.

Essas instituições ajudam a sustentar a qualidade e a responsabilidade da profissão. Para quem começa, são referências para acompanhar formação, debates técnicos e critérios profissionais. Para quem contrata, reforçam uma ideia que considero essencial: um cálculo precisa de método, atualização e alguém que responda por ele.

Como ser atuário no Brasil e em Portugal: cursos

Brasil: bacharelado em Ciências Atuariais

No Brasil, a formação específica combina matemática, estatística e conhecimentos financeiros aplicados aos riscos. Entre as opções estão:

Portugal: licenciatura e especialização atuarial

Uma opção é começar pela licenciatura em Matemática Aplicada à Gestão do Risco e aprofundar a formação em um mestrado atuarial:

A licenciatura em Gestão do Risco não é a única porta de entrada: os mestrados também admitem outras formações com uma base quantitativa adequada, conforme os critérios de cada instituição. Formação acadêmica, admissão a um instituto profissional e habilitação para funções específicas são etapas diferentes; não devem ser confundidas.

O risco muda de endereço, não de importância

No Brasil ou em Portugal, uma decisão pode mudar de moeda, legislação e contexto, mas continua exigindo informação e julgamento. É nessa ligação entre atuária, engenharia e pesquisa que construí meu percurso, disponível também no meu perfil de pesquisador ORCID.

Meu objetivo não é prometer um mundo sem risco. É ajudar a enxergá-lo antes de assumir o compromisso. Porque o futuro pode surpreender; o ideal é que ele não seja o primeiro a conferir a planilha.

Referência rápida

Termos deste artigo

Ciência atuarial
Área que usa matemática, estatística e finanças para avaliar riscos e compromissos sujeitos a incerteza.
Risco de crédito
Possibilidade de perda quando uma pessoa ou empresa não cumpre uma obrigação de pagamento.
Scoring de crédito
Pontuação produzida por um modelo para apoiar a avaliação de risco; não garante pagamento nem substitui toda a análise.
Prêmio de seguro
Valor cobrado pela seguradora pela cobertura contratada, nas condições da apólice.
Provisão técnica
Valor calculado para representar obrigações da seguradora ou do plano; não se confunde com dinheiro disponível em caixa.
Risco de longevidade
Risco de as pessoas viverem mais do que o considerado no cálculo, prolongando determinados pagamentos de benefícios.

Apoio institucional

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Tecnologia da Wanzeller para software, cloud, maturidade digital, conteúdo, marketing e gestão de TI.

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Autoria

Foto de Wenderson Wanzeller

Wenderson Wanzeller

Engenheiro informático, atuário, jornalista, professor e pesquisador

Atua entre crédito, risco, engenharia de software, inteligência artificial aplicada, jornalismo, docência e comunicação estratégica, conectando Brasil e Portugal.

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